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A Universidade Livre para a Eficiência Humana, Unilehu, atua há 13 anos com iniciativas sociais voltadas à pessoas com deficiência e grupos que se encontram em situação de vulnerabilidade social. Atendendo mais de 2500 pessoas por ano, em diversos programas e ações gratuitas, a atuação da instituição tem como premissa básica fazer a inclusão acontecer em todas as dimensões sociais.

Com o aniversário da Lei de Cotas, que completou 26 anos na última segunda-feira, a Unilehu também comemora seus 13 anos de atuação em prol da inclusão das pessoas com deficiência no mercado de trabalho, sendo uma das únicas instituições sociais que nasceram com o objetivo e missão de ajudar no cumprimento da legislação. “A Unilehu foi fundada por conta da Lei de Cotas, por um grupo de empresas de Curitiba e região que tinham diversos desafios para a obrigação de contratar pessoas com deficiência. Estas primeiras empresas que abriram as portas da Unilehu, tiveram a visão de fazer um trabalho social relevante que fizesse a diferença no processo de inclusão dentro das organizações e que contribuísse para uma verdadeira transformação social fora delas.” Comentou a presidente da instituição, Andrea Koppe.

Ainda de acordo com a presidente, apesar dos avanços conquistados, existem muitas barreiras de acesso à pessoa com deficiência dentro das empresas. “O principal é que elas se acham despreparadas para lidar com o tema e suas necessidades, mas acho que isso poderia ser superado com conhecimento técnico e vontade de fazer as coisas acontecerem dentro da organização. Uma empresa sem transformação não inclui, e por isso talvez as empresas resistem um pouco”.

Apesar da lei existir a 26 anos, são poucas as empresas que conseguiram cumprir integralmente a cota de contratação, sendo que a fiscalização ainda é o maior mobilizador da ação efetiva pela inclusão. Por isso, os movimentos sociais consideram fundamental a existência desta legislação para garantia do acesso das pessoas com deficiência ao mercado de trabalho, pois sem ela, dificilmente este direito seria uma prioridade para as empresas no Brasil.

Por meio da unidade de inclusão Mais Eficiência, a Unilehu oferece suporte técnico especializado para as empresas parceiras e um amplo programa de atendimento às Pessoa com deficiência, buscando alternativas de inclusão no mercado de trabalho. Com uma capacitada equipe multidisciplinar, atende com comprometimento e inovação, desenvolvendo tecnologias sociais capazes de superar os desafios e os dilemas da inclusão.

Sobre a Lei Brasileira de Inclusão (LBI), criada em 2015, a presidente da Unilehu Andrea Koppe, afirma que contribuiu consideravelmente para ampliar os direitos conquistados, tais como acessibilidade, educação inclusiva, criminalização da discriminação, por exemplo. Por outro lado, a presidente destaca que outros aspectos da Lei ainda precisam ser revistos. “Gostaríamos que não tivesse sido vetado a extensão da lei de cotas para os pequenos empregadores, pois as empresas com menos de 50 funcionários tem muitas possibilidades de inclusão que as grandes não tem”.