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A Lei de Cotas para pessoas com deficiência completou ontem 26 anos. Apesar dos grandes avanços desde sua criação, ainda falta conhecimento e sobra preconceito para superar os desafios da construção de uma sociedade para todos. Confira o depoimento de alguns dos beneficiados por ela.

Odair Fernando Tatarem, de 47 anos, e está trabalhando há três meses no Hospital Santa Casa de Curitiba. Aluno da turma de qualificação profissional da Unilehu, Odair conseguiu seu emprego antes mesmo de terminar o curso. Ele, que parabeniza a instituição pela qualidade de seus cursos oferecidos, afirma a importância do trabalho. “Ele é fundamental para que se possa dar continuidade nos sonhos e nas conquistas”.

Já Telêmaco Sousa Martins, 59 anos e deficiência visual, que trabalhou por 16 anos na Agência do Trabalhador, acredita que a Lei de Cotas contribuiu para melhorar a inclusão dentro de empresas. “Ela colaborou para que pessoas com deficiência tivessem mais chances de trabalho”. Contudo, Telêmaco destaca que, muitas vezes, apesar do cumprimento da cota, oportunidades reais não são dadas. “Muitas empresas contratam funcionários para cumprir com a lei, mas não dão oportunidades de verdade para eles, não dão serviço, deixam esses funcionários de lado por acharem que não podem fazer um trabalho bem feito”.

Para John Lennon Silva Salomão, de 23 anos, que tem deficiência física, ainda existe muito preconceito por parte das empresas na contratação de pessoas com deficiência. “O que muitas não entendem é que nós temos capacidades e competências que podem ser desenvolvidas com a mesma qualidade que qualquer outro. Eu trabalho com a minha cabeça, e ela não me impede de fazer nada”.

Por outro lado, ele afirma que deve haver responsabilidade por parte da pessoa com deficiência quando contratada. “Quando tem a oportunidade devem aproveitar. Se pedimos igualdade, então devemos agir com responsabilidade. Ser comunicativo, aberto a aprender e ter vontade de crescer dentro da empresa”. Por fim, John Lennon fala sobre a importância da Lei de Cotas. “Contribui para que outras pessoas, como eu, que também não tiveram boas oportunidades de se qualificar, consigam uma vaga”.

O papel da Unilehu

A Unilehu, Universidade Livre para a Eficiência Humana atua há 13 anos como mantenedora de iniciativas sociais de inclusão voltadas a pessoas com deficiência, crianças, mulheres, jovens refugiados e terceira idade. Nos 13 anos de atuação, atendeu mais de 10 mil pessoas com deficiência, ofereceu 30 mil vagas em cursos de qualificação profissional e viabilizou a contratação de 4.000 delas por 60 empresas parceiras e mantenedoras da instituição, e continua trabalhando para a construção de uma sociedade para todos, de forma ampla e incondicional.