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Transmitir, conectar mundos e comunicar além das palavras. O dia 26 de julho, dia do intérprete de libras, busca celebrar o profissional que possibilita a interação entre surdos com a comunidade, fazendo com que estes alcancem mais oportunidades nas diferentes esferas da sociedade.

Nicolas Garcia da Silva é um dos intérpretes de Libras da Unilehu, e conta como começou a profissão. “A língua de sinais entrou na minha vida no tempo de magistério ainda e já no segundo ano conheci uma surda e comecei a conversar com ela, viramos amigos e a partir daí comecei a construir um glossário na língua de sinais”.

Sobre a inclusão de pessoas com deficiência auditiva, Nicolas explica que ainda há muito que ser melhorado. “Para que um dia chegue ao nível em que todos os lugares tenham a presença de intérpretes, ainda falta muito. Falta uma lei mais rígida, punições às empresas que não cumpram essa lei. Claro que a lei está sendo cumprida, mas inclusão ainda não podemos afirmar que existe, pois muitos lugares ainda não são acessíveis ao surdo”.

O intérprete conclui falando de sua alegria com a profissão e de suas perspectivas futuras. “É um campo maravilhoso, que está crescendo e que ainda tenho muito a contribuir, que me deixa muito contente. Espero contribuir para que a sociedade possa compreender a cultura surda e tratá-los com igualdade, respeitando todos os seus direitos como qualquer outra pessoa”.

A presidente da Unilehu Andrea Koppe, destaca a importância do profissional , tanto para a instituição como para a sociedade. “A interpretação de Libras é a superação da barreira comunicacional do surdo, garantindo que a efetiva inclusão aconteça. Por isso, valorizamos a atuação do intérprete de libras dentro da Unilehu e das empresas parceiras, como uma peça fundamental do processo de inclusão e do respeito que cultivamos em prol das pessoas com deficiência auditiva.”.