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O sorriso largo e a felicidade dos participantes do 9.º Rally da Inclusão mostravam o sucesso da parceria entre Universidade Livre para a Eficiência Humana (Unilehu), Secretaria da Família e Desenvolvimento Social, Secretaria Municipal do Esporte, Lazer e Juventude, Instituto de Promoção do Paradesposto (IPP), Jeep Clube de Curitiba e Universidade Tuiuti. Pouco mais de 200 pessoas com deficiência receberam uma “carona” para a aventura, no ultimo sábado, 9 de dezembro, a partir do Parque Barigui.

Eles percorreram aproximadamente 40 quilômetros de trilhas na Região Metropolitana de Curitiba, conduzidos por jipeiros voluntários. O passeio já se tornou tradicional para lembrar o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência (03/12), em Curitiba.

Bruno Passos Schineider, 22 anos, estava ansioso na largada. “Quero lama!”, dizia em alta voz, ao lado do carro de Wesley Keppe, que pela primeira vez participava do rally. Outro passageiro empolgado com a aventura era o cadeirante Renan da Silva, 16 anos. “Só contei ontem à noite sobre o passeio, mesmo assim acordou várias vezes perguntando se já era hora de sair”, relatou Maria Aparecida da Silva, mãe de Renan.

INTEGRAÇÃO – A emoção era percebida por quem andasse entre os mais de 100 jipes, no estacionamento do Parque Barigui. Antônio Moacir Caetano Filho levou seu filho Marco Antônio, de 14 anos, para juntos darem a carona para a aventura. “Esta é a segunda vez que participo do rali. A felicidade do menino que levei ano passado me fez voltar e trazer meu filho para compartilhar essa experiência”, comentou Antônio.

Bruno Santos Ramos Cerdan, 23 anos, foi com a turma de aprendizes da Unilehu. Ele se locomove com auxílio de cadeira de rodas e tem deficiência motora. Antes de subir no veículo a expectativa estava muito alta. “É a primeira vez que participo de uma atividade desta natureza, só de diversão”, disse Bruno.

A Coordenação da Política da Pessoa com Deficiência, da Secretaria da Família, apoiou o evento. “A inclusão em atividades de lazer é direito da pessoa com deficiência. O rally, além de proporcionar o divertimento, favorece relações interpessoais e inclusão social”, afirmou a coordenadora Flavia Cordeiro.

DIVERSÃO – A Unilehu é a idealizadora e organizadora do rally, desde a primeira edição. A presidente da Unilehu, Andrea Koppe explicou que a intenção da atividade é a diversão. “Não há obrigatoriedade de nada, os voluntários, com suas famílias, abrem as portas para a pessoa com deficiência e todos compartilham a experiência”, explicou a presidente.

Andrea explicou que a procura é muito grande por parte das pessoas com deficiência. “Nesse evento não a deficiência não interessa. Interessam a solidariedade e a mobilização social”, completou a presidente da Unilehu.

O grande número de jipes chamou a atenção de quem frequentava o parque. Para aproveitar a visibilidade, a universidade designou equipes para explicarem a ação a quem demonstrasse interesse.

EMOÇÃO – Para os integrantes do Jeep Clube esta é a atividade mais esperada do ano. “É muito emocionante e gratificante para todos”, comentou Liderci Lopes, presidente do clube, que integra a ação desde a primeira edição. Ele citou que a carona mais emocionante foi para três jovens cegos. “Pensei que não fossem aproveitar, porque não poderiam apreciar as paisagens, mas foram os que mais se divertiram na minha opinião”, relatou o jipeiro.

O superintendente de Garantias de Direitos, da Secretaria da Família, Leandro Meller, explicou que a Secretaria promove e apoia ações que atendam pessoas com deficiência, além de crianças e adolescentes, mulheres e pessoas idosas. “Lançamos no mês passado o primeiro Plano Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Paraná, que pode ser acessado por cegos ou pessoas com baixa visão ou dificuldade de leitura”, relatou Meller.

Também participaram da abertura Emílio Antônio Trautwein, representando a Secretaria Municipal de Esporte, Lazer e Juventude, e a professora de Educação Física Márcia Walter, que acompanhava alunos da Universidade Tuiuti.

A presidente da Universidade Livre para Eficiência Humana (Unilehu), Andrea Koppe, ressaltou a importância do evento para incentivar outras iniciativas de inclusão. “Ao fazer um dia como este a gente consegue mostrar para a sociedade que a inclusão acontece em todas as dimensões sociais, que ela pode ser feita por qualquer pessoa, em qualquer lugar e que as pessoas com deficiência merecem este dia maravilhoso”, afirmou.

Segundo o presidente do Jeep Club de Curitiba, Liderci Lopes, os pilotos dos veículos também se divertem e aprendem com o Rally da Inclusão.

“Todos os jipeiros se emocionam com este evento. Emocionante, na verdade”, comentou.

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