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A Unilehu iniciou mais uma parceria com o poder público para a inclusão de pessoas com deficiência auditiva. Dessa vez em conjunto com o Tribunal de Justiça do Mato Grosso (TJ-MT), realizou a contratação de 36 pessoas com deficiência auditiva para trabalhar na digitalização e validação de processos.

Para dar início ao projeto, a equipe do Serviço de Atendimento a Empresas (SAE) da Unilehu, foi até Cuiabá e realizou uma palestra de sensibilização para preparar os servidores do TJ para a acolhida de deficientes auditivos que compõem o quadro de funcionários.

Durante a palestra, foram abordados conceitos sobre os tipos mais comuns de deficiência e a linha do tempo sobre o processo de inclusão social, além de levantar reflexões sobre a importância da acessibilidade, empatia e respeito à diversidade.

“Esta é mais uma parceria que deu certo. Já temos o projeto do TJ-PR, e agora estamos ampliando para o TJ-MT. É muito importante promovermos a inclusão e a cultura do respeito, e o primeiro passo é reconhecer a importância de incluir essas pessoas no mercado de trabalho e investir em sensibilização e educação”, explica a presidente da Unilehu, Andrea Koppe.

Para a coordenadora judiciária do TJ-MT, Karine Giacomeli, este novo projeto é inovador do ponto de vista social e ousado do ponto de vista institucional. “O Tribunal entende que a inclusão deve ir além da colocação no mercado de trabalho e que passa pela real interação entre as pessoas com deficiência e os colegas no ambiente de trabalho. Queremos possibilitar a melhor convivência e acolhimento possível para eles”, explicou.

A diretora-geral do Tribunal de Justiça, Claudenice Deijany Farias da Costa, fala da importância de trazer informação qualificada para os servidores sobre as deficiências. “Como serviço público atento às demandas sociais, temos a missão de incluir estas pessoas. Este é um projeto lindo e com uma dimensão social muito importante e o conhecimento é essencial, pois nem sempre sabemos lidar com as pessoas com deficiência”, destacou ela. Segundo ela, a meta do TJMT é “a cada dia abraçar um maior número de pessoas com deficiência”.

Mais Ações

A convivência diária entre ouvintes e deficientes auditivos é uma oportunidade de aprendizado para ambos. Para facilitar esse processo, a Unilehu também realizou uma oficina de Língua Brasileira de Sinais (Libras). Além de abordar termos e conceitos sobre a deficiência auditiva, a oficina ensinou aos participantes alguns sinais básicos de Libras, como cumprimentos e o alfabeto.

“Iniciamos ensinado o básico para uma conversa, mas a gente sabe que com o tempo os ouvintes que se interessarem vão aprender mais sinais. A dica para todos é aproveitarem a oportunidade dessa convivência para aprender um com o outro, valorizando as potencialidades de cada um”, explica a técnica do SAE da Unilehu, Ana Beatriz Bossoni.

Já Gustavo Sanches, um dos 36 jovens com deficiência que começaram a trabalhar no TJMT, destaca a oportunidade única de crescimento profissional. “Estou muito feliz de ter um trabalho e ganhar meu salário. É importante para eu aprender mais e interagir com outras pessoas. Tudo isso é novo pra mim, mas vou me acostumar e estou gostando muito”, comentou o jovem com o apoio da intérprete da Unilehu Kamilla Faleiro. A nova equipe começou suas atividades em 22 de janeiro.