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Na última quarta-feira (21) aconteceu o 3º Encontro da Pessoa com Deficiência Visual de Curitiba. O evento aconteceu na associação da pessoa com deficiência de Curitiba e um dos temas debatidos foi a “Bengala Verde”. A palestra foi conduzida por Manoel Negrais, cientista social, que possui baixa visão e é adepto a Bengala verde.

“A bengala verde foi criada para identificar a pessoa com baixa visão, e para colaborar com que ela aceite sua condição e utilize a bengala”. Explicou Manoel.

No Brasil ainda não existe uma diferenciação de cores nas bengalas, como já acontece na Argentina e no Uruguai. A bengala verde identifica as pessoas que possuem baixa visão e a branca para os deficientes visuais totais. A ideia de Manoel é que exista essa diferença de cor para que as pessoas reconheçam um deficiente visual total de um de baixa visão. Para ele a utilização da bengala verde traz várias vantagens.

“A bengala verde faz com que evite situações constrangedoras como, por exemplo, que as pessoas achem que ela finge que é cega. E, também, a pessoa aceitar utilizar a bengala e ter uma autonomia ao saír de casa sozinha, sem depender de ninguém.”

“Quando eu usava a bengala branca eu sofri agressões por acharem que eu fingia que era cego. Agora o principal objetivo é fazer com que ela seja reconhecida pelas pessoas em geral e que se torne um projeto de lei no Brasil”.

A bengala verde foi criada em 1996, pela professora de educação especial Perla Mayo, uruguaia que atua na Argentina, com o objetivo de ajudar as pessoas que possuem baixa visão, que apesar de enxergarem precisam do auxilio da bengala.

O encontro da pessoa com deficiência visual acontece periodicamente no auditório da Assessoria da Pessoa com Deficiência.