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Unilehu e Enel é um sucesso e se torna referência no Brasil.

Projeto de transição de carreira para atletas com deficiência do IPP Brasil, Unilehu e Enel é um sucesso e se torna referência no Brasil.

Você já parou para pensar como é a vida de um atleta pós carreira no esporte?

Pois foi pensando nisso que o IPP Brasil, a Unilehu e a Enel se uniram e criaram um projeto de transição de carreira para atletas com deficiência que competem

em alto nível.

Se pesquisarmos veremos que vários atletas olímpicos, sem deficiência ou até mesmo ex-jogadores de futebol, após concluírem suas carreiras passam por momentos

muito difíceis na vida. Agora pare e tente imaginar como seria a vida de um paratleta, que dedicou sua vida inteira para o esporte. E como já é sabido

por todos nós, a dificuldade de se encaixar no mercado de trabalho é muito grande.

Yvy Karla Abbade, vice-presidente da Unilehu e uma das idealizadoras do projeto, explica o formato e a importância na carreira dos atletas.

“Este programa tem por objetivo possibilitar o legado profissional da pessoa com deficiência e, consequentemente, do para-atleta, de forma que após sua aposentadoria esportiva, ele pode exercer uma profissão e manter os seus rendimentos.

Um dos pontos cruciais na carreira de um atleta profissional é estabelecer o momento certo para se aposentar. Por ser uma atividade que exige muita dedicação e preparo, são poucos os casos de atletas que conseguem atuar em bom nível até mais do que 30 anos de idade. Por isso, é importante que passem por um processo correto de ajuste nas esferas de vida ocupacional, financeira, social e psicológica, pois esse processo pode ser acompanhado por problemas emocionais. Para tornar-se um atleta de elite, no mundo moderno, é necessário ter disciplina para treinar por muitos anos, dedicação quase que exclusiva para o esporte e, em geral, iniciar a carreira em idade muito precoce. Entretanto, após anos de dedicação, por razões diversas, defrontam-se com o processo final de carreira do esporte. É quando a maioria dos atletas se conscientiza de não ter sido preparado para enfrentar a vida pós-esporte, pois negligenciou esse processo”. Destacou.

 

No IPP Brasil um grande exemplo é o atleta Pedro Neves.  Ele conquistou a medalha de ouro nos jogos Parapan-americanos de 2015, em Toronto, no Canadá. Pedro

foi considerado o melhor saltador das Américas e conseguiu alcançar um excelente nível no esporte.

Sabendo das dificuldades pós carreira, Pedro começou a se preparar cedo para quando chegar a hora de parar. “Eu procurei sempre estar estudando para poder

ter uma condição e uma colocação no mercado de trabalho para levar o sustento pra mim e minha família. Sempre visando o lado pessoal, com o lado profissional

esportivo em paralelo. Sempre me imaginei nessa questão, parar com o esporte e como vou me manter. Tenho que estudar e me capacitar. Com isso eu encontrei

a Unilehu, que me apresentou o projeto de transição de carreira, coisa que eu nunca tinha visto. Já tinha feito várias outras funções como assessorista,

cobrador de ônibus e vendedor de jornal. Aí passei por um processo de um ano de treinamento para poder atender as necessidades da empresa o qual já faço

parte há 6 anos. Assim a hora que eu decidir me aposentar do esporte eu já estarei pronto para seguir minha vida”. Declarou.

Pedro, também destaca a importância do plano de transição de carreira, não só para atletas com deficiência. Ele lembra de Garrincha, um dos maiores jogadores

de futebol da história. “O plano de transição é muito importante para um atleta, exemplo o Garrincha, ele foi um dos melhores jogadores da história do

futebol e morreu pobre. Imagine um atleta paralímpico onde as oportunidades são mais raras. Imagine pós carreira de atleta, a profissionalização do atleta

paralímpico é muito importante. Existem vários trabalhando informalmente ou até pedindo na rua, é muito importante ter uma instituição do terceiro setor

visando essa transição do para atleta”. Finalizou Pedro.

Esse plano de transição de carreira conta com toda uma estrutura. Um ponto muito importante, é o apoio de um coach esportivo. Além de o atleta passar

pelo processo de transição no profissional, o projeto toma todos os cuidados relacionados ao psicológico.

Walcir Santos, coordenador de modalidade do IPP Brasil também participa desse projeto como coach. Ele considera esse plano de transição primordial para

que a vida de um atleta, seja ele com ou sem deficiência.

“A carreira de um atleta profissional, em geral pode ser encurtada ou encerrada prematuramente devido a vários fatores, como, lesão, a falta de vontade

de manter-se no alto rendimento entre outros e sua transição de carreira ainda é tratada de uma forma muito subliminar.

Daí a importância da inserção do atleta em um programa de transição de carreira, como por exemplo, o que é mantido pela parceria Unilehu-IPPBrasil com

a ENEL-Niterói, que dá ao atleta a possibilidade de desenvolver-se, em paralelo à atividade profissional esportiva, em uma carreira profissional que lhe

dará garantias de manutenção da qualidade de vida e bem-estar para ele(a) e sua família na vida pós aposentadoria esportiva”. Completou Walcir.

O presidente do IPPBrasil, Flávio Toledo comemora os resultados e fala com orgulho do trabalho realizado.

“Para nós do IPPBRASIL é uma satisfação ver os resultados alcançados com o desenvolvimento deste projeto que hoje e uma referência nacional”.  Finalizou Flávio.

Você pode conhecer mais sobre o trabalho realizado pelo IPP Brasil acessando as redes sociais do clube, @ippbrasil ou pelo nosso site.

www.ippbrasil.org.br

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